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terça-feira, 24 de maio de 2011

MPF quer explicação da Braskem após acidentes de trabalho

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas iniciou uma investigação sobre os acidentes que ocorreram na petroquímica Braskem, em Maceió. Nesta segunda (23), cinco pessoas ficaram feridas com o rompimento de uma tubulação na Unidade de Cloro Soda. No sábado, houve vazamento de cloro gasoso, e mais de cem moradores da região deram entrada no hospital com sintomas de intoxicação respiratória.

O MPF fará um comunicado oficial, e a direção da Braskem terá cinco dias, a partir do recebimento do documento, para apresentar sua versão sobre o ocorrido. A petroquímica deverá apresentar ainda a avaliação do risco a que está submetida a população local e as medidas que a empresa pretende tomar em relação às pessoas atingidas pelo vazamento.

Além das solicitações para a empresa, o MPF exigirá a posição do sindicato de trabalhadores e da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) acerca dos motivos do acidente e do risco de novos vazamentos. O Instituto do Meio Ambiente do Maceió (IMA) também apresentará um relatório sobre a inspeção que foi feita no local.

terça-feira, 22 de março de 2011

Relembrando Chernobyl: imagens do mês

Em tempos de acidentes nucleares no Japão, os riscos da energia nuclear estão de volta ao embate entre eficiência versus perigo. A imagem do mês relembra o maior acidente nuclear da história.
Construída na antiga União Soviética, atual Ucrânia, a Usina Nuclear de Chernobyl explodiu em 1986, quando o sistema era testado em um dos blocos da usina, provavelmente devido à instabilidade do reator provocada por uma combinação de erros humanos na sua operação e sua construção estar incompleta à época.

terça-feira, 15 de março de 2011

Terremoto no Japão desencadeia série de acidentes de trabalho

Japão - Muitos acidentes de trabalho estão acontecendo no Japão, em virtude do forte terremoto que atingiu a costa do país, na sexta-feira, dia 11 de março. Os abalos começaram por volta das 15 horas, horário local, e o mais forte atingiu 8,9 graus de magnitude. Os tremores geraram um tsunami, que causou muita destruição. São contabilizadas mais de 2000 mortes decorrentes da tragédia.

Emergência Nuclear

Por causa do terremoto, usinas nucleares e refinarias de petróleo tiveram suas atividades paralisadas, na sexta-feira, dia 11. Segundo informações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), quatro usinas próximas ao epicentro do terremoto foram desligadas e fechadas por segurança.

Com problemas na resfriação dos reatores, a Usina Nuclear Fukushima 1 teve uma explosão no sábado, dia 12, ferindo 4 trabalhadores. O Japão entrou em alerta.

A AIEA informou no domingo, dia 13, que mais um acidente envolvendo trabalhadores de usinas nucleares japonesas havia ocorrido. Um funcionário morreu, e outros quatro ficaram feridos em um acidente envolvendo um guindaste, na usina Fukushima 2.

Mais duas explosões ocorreram na Fukushima 1 nesta segunda-feira, dia 14 de março, deixando 11 feridos. A agência de segurança nuclear do Japão informou que o acidente teria ocorrido por um acúmulo de hidrogênio. E na terça-feira, dia 15, mais um tremor de magnitude 6 foi registrado, o que levou a um incêndio no reator 2 de Fukushima.

Devido aos últimos acontecimentos, a Tokyo Electric Power (Tepco) disse que retirou 750 trabalhadoras de sua usina nuclear de Daiichi nesta terça-feira, 15, deixando 50 no local para lidar com problemas nos reatores.

Explosão em refinariaUm grande incêndio, na refinaria de petróleo Cosmo Oil Co., em Ichihara no Japão, teria ferido, pelo menos, três trabalhadores (foto). O fogo iniciou logo após o terremoto.

Os funcionários, segundo jornais locais japoneses, teriam sofrido queimaduras e foram levados imediatamente para um hospital próximo. Não há informações sobre o atual estado de saúde deles.

Acidente em indústriaO abalo atingiu muitas cidades, inclusive Tochigi, onde fica localizado o centro de desenvolvimento de motocicletas da Honda (Tochigi Proving Ground). No momento do maior tremor, a indústria estava cheia, pois era horário de trabalho, o que causou ferimentos em
aproximadamente 30 funcionários.

Segundo informações do Terra, um trabalhador morreu após um desabamento de parte do teto da empresa. Além da Honda, Toyota e Nissan sofreram danos em suas instalações causados pelo terremoto e paralisaram suas atividades.


Fonte: Revista Proteção

domingo, 16 de janeiro de 2011

Artigo: segurança, prevenção e a tragédia no Rio de Janeiro



A tragédia que atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro na última semana não trouxe à tona apenas a fragilidade da arquitetura, ocupação indevida e falta de prevenção por parte dos governantes. Nas atividades de resgate, três bombeiros morreram soterrados em Nova Friburgo, como informa a notícia abaixo:
Os bombeiros infelizmente somaram-se às mais de 600 vítimas dos deslizamentos e enchentes, mas ao contrários dos moradores da região, eles estavam trabalhando no local e foram vítimas de acidente de trabalho.